sábado, 22 de outubro de 2011

Pastoral da Criança reforça ações de prevenção da obesidade infantil

A desnutrição infantil crônica, entre crianças de zero a cinco anos, diminuiu 90% nos últimos 30 anos, segundo o estudo Saúde Brasil 2009 (Ministério da Saúde). As ações da Pastoral da Criança que, em 28 anos de atividades, contribuíram significativamente para a redução desses índices no país agora estão voltadas também à prevenção da obesidade infantil – problema que tem aumentado e preocupa as autoridades da área da saúde pública.
Projetos pilotos que estão sendo desenvolvidos nas cidades de Maringá e Cascavel (Paraná) reforçam as ações iniciadas há alguns anos. “A partir dos resultados avaliados nessas cidades estamos definindo a nova estratégia de vigilância nutricional para enfrentar a obesidade em outras comunidades pobres do país”, informa o médico epidemiologista Nelson Arns Neumann, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança.
Além de pesar as crianças, a Pastoral da Criança vai medir a altura. Com a idade, peso e altura é possível saber o Índice de Massa Corporal (IMC) adequado para a idade da criança. As famílias são orientadas pelos voluntários da Pastoral da Criança sobre uma alimentação mais saudável em casa. Aprendem sobre as riquezas e o aproveitamento dos alimentos regionais e de baixo custo, como manter hortas domésticas e formas para combater o sedentarismo.
Obesidade também atinge os mais pobres
Há uma forte tendência de que a obesidade migre dos mais ricos para os mais pobres, de acordo com Carlos A. Monteiro, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Uma das razões é o acesso dos mais pobres às farinhas e açúcar. Os alimentos com menos densidade energética são mais caros. Outros fatores de grande relevância citados por Monteiro, a partir da publicação do Vigitel Brasil 2009 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), são ligados aos hábitos alimentares, estilos de vida e comportamento, como o sedentarismo.
A prevenção da obesidade deve ter como aliados o consumo de frutas, hortaliças, feijão e a atividade física. A Pastoral da Criança entende ser o brincar uma atividade necessária ao desenvolvimento infantil. A ação, incentivada entre as famílias acompanhadas pela entidade, tem o objetivo de aumentar o interesse pelos brinquedos e brincadeiras e pelas atividades de lazer nas comunidades.
Alimentação da criança ainda no ventre materno
Nelson lembra ainda que a alimentação da criança ainda no ventre materno e nos primeiros dias e meses de vida tem grande efeito sobre o metabolismo da criança. Cita como exemplo a pesquisa de Alan Lucas, do Instituto da Criança de Londres, que acompanhou crianças do nascimento aos 14 anos de vida: as crianças amamentadas com leite materno apresentaram na adolescência menos hipertensão arterial, diabetes e obesidade.
Durante o crescimento humano normal, o desenvolvimento dos órgãos de baixa prioridade, como o pulmão e rins, é "negociado" para proteger os órgãos de alta prioridade, especialmente o cérebro, conforme exposições realizadas durante o Congresso Mundial de Epidemiologia, em Edimburgo (Escócia), em agosto deste ano. Segundo investigações recentes, as associações entre o crescimento inicial e doenças tardias se estendem através do crescimento fetal e infantil. Portanto, o foco inicial para as ações da Pastoral da Criança deve sempre priorizar a saúde e a nutrição das gestantes e das crianças.
Assessoria de Comunicação
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VAMOS FAZER BRINQUEDOS?




Nós, seres humanos, não podemos criar a partir do nada. Precisamos de
alguma coisa, seja da própria natureza, seja algo que já foi usado, para criar.
Na sociedade em que vivemos, onde temos poucas oportunidades de criar
alguma coisa, achamos que não somos criativos. Mas isso não é verdade.            
Tendo algo em nossas mãos e a oportunidade de criar, sentimos a alegria, o
poder da criação e nos aproximamos mais de Deus Criador. Aquilo que criamos
traz uma parte de nós, de nossas raízes, que reforçam o sentimento de
pertencer a um lugar, prender-se às coisas, às pessoas que convivem conosco. E
isso contribui para aumentar nossa segurança, melhorar nossa auto-estima.
Na “Ação Brinquedos e Brincadeiras” podemos organizar momentos
para incentivar o processo de criação. São as “Oficinas de construção de
brinquedos”. Essas oficinas podem ser feitas com pais, familiares, pessoas
da comunidade e também com vocês, brinquedistas e líderes. Os
brinquedos que serão feitos nelas estarão identificados com o dia-a-dia
das comunidades; eles valorizarão a expressão própria das pessoas de um
lugar, seu modo de ser e fazer.
As crianças, ao brincar com esses brinquedos, podem vivenciar desde
cedo a sabedoria e a cultura de seus pais, familiares e de outras pessoas
que convivem com ela. Poderão sentir o carinho, a atenção de quem fez
o brinquedo.
Elas também verão que as coisas podem ser reaproveitadas quando
de uma garrafa de plástico fazemos um carro; que podem ser usadas de
diversas maneiras quando uma folha de palmeira amarrada se
transforma num cavalinho. Assim vão aprendendo a dar um outro valor
às coisas, criando uma consciência crítica em relação ao consumismo
exagerado de nossa sociedade.
Em algumas partes que compõe este livro colocamos sugestões de
como fazer vários brinquedos, mas temos a certeza de que em cada
comunidade muitos outros vão ser criados e encantar as crianças.

FANTOCHES DE FELTRO OU ESPUMA



Material: espuma fina, feltro colorido ou pano bem grosso, lã.

Como fazer: cortar dois pedaços de espuma (feltro ou pano) no
formato da mão, mas sem dedos, de modo que fique folgada para
permitir manipulação.
Num dos pedaços, cortar acima
do meio, de lado a lado, para fazer
a boca; depois cortar o feltro
vermelho ou rosa na forma
arredondada e costurar nos pedaços
cortados formando assim o interior
da boca. No centro acima da boca
costurar o nariz e fazer os olhos.
Costurar então os dois pedaços de
espuma e colocar o cabelo.

TEATRO DE FANTOCHES PARA PÔR NOS DEDOS

1. Material: cartolina ou
papelão, canetas e lápis de cor,
pedaços de papel coloridos, cola,
figuras recortadas.                 
 Como fazer: desenhar ou colar
na cartolina cortada como mostra
o desenho uma figura e usar nos
dedos indicador e médio.


2. Material: caixa de fósforos,
de chicletes ou de caldo de carne;
lápis ou canetas de cor; cola;
pedaços de papel, pano, lã.

Como fazer: pegar a parte de
fora da caixa de fósforos ou tirar as
abas de um dos lados das
caixinhas. Colar um papel ou pano
em volta das caixinhas. Pintar as
carinhas e fazer cabelos ou orelhas.
Observação: Este fantoche pode ser feito em tamanho maior,
utilizando uma caixa de sabão em pó, por exemplo, e ser usado com a
mão dentro para movimentar.


3. Material: pedaços de feltro ou de pano colorido, canetas de cor,
cola, linha ou lã.

Como fazer: desenhar e recortar
do feltro ou do pano as partes do
desenho, costurar ou colar para
formar o personagem, desenhar
ou bordar o rosto.