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domingo, 16 de agosto de 2015

Um grande sinal para a Igreja e para a humanidade


video 16 08Você já parou para pensar na vocação dos religiosos e religiosas que dedicam suas vidas a conhecer e seguir Jesus Cristo, levando o bem a tanta gente? Nesta semana, Ir. Vera Lúcia fala desta vocação à vida consagrada e agradece àqueles que fazem parte da família Pastoral da Criança.




                               
Este vídeo foi produzido com a colaboração técnica da Associação Evangelizar é Preciso.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Preparação da mulher para a gestação


preparacao para a gestacao


 Última Atualização: 10 August 2015
 Criado: 10 August 2015


Talvez muita gente ainda não tenha pensado que os cuidados com uma gestação podem começar antes mesmo do fenômeno biológico da fecundação. Conversar, escolher o melhor momento e fazer um “check-up” antes de tentar uma gravidez podem fazer uma grande diferença para a saúde física e emocional da família que ganhará uma nova vida. 
Por que se preparar para a chegada do bebê? Para a pediatra Dra. Luciana Herrero, “a preparação oferece a segurança merecida, as referências necessárias, para que as mamães/papais possam confiar em si mesmos, pois sabem o que esperar de cada fase”. Assim, as decisões deste período são tomadas com mais certeza e tranquilidade. 
A seguir, a entrevista da enfermeira Regina Reinaldin, da coordenação nacional da Pastoral da Criança, traz mais informações sobre os exames que o casal deve realizar antes de começar a tentar a gravidez. E a psicóloga Monica Flugel Hill orienta como se preparar emocionalmente para este momento tão transformador na vida da mulher, do homem e dos familiares.
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Foto: Marcello Caldin 
Regina Reinaldin - Enfermeira da Pastoral da Criança

Por que é importante o casal realizar exames antes de tentar uma gravidez?

Para ter uma gravidez sem sobressaltos, avaliar o histórico do casal quanto às doenças anteriores e as suas possíveis sequelas, que não somente dificultam a gravidez, mas também podem indicar a possibilidade de fetos mal-formados. Durante a consulta, são avaliados os medicamentos e vacinas que o casal já tomou, bem como o mapeamento de vícios que possam prejudicar a saúde. Além disso, é preciso verificar anomalias genéticas na família, episódios de aborto ou gravidez anterior. 

Quais são os principais exames que a mulher deve fazer, antes de engravidar?

O papanicolau; hemograma completo, para identificar o grupo sanguíneo, tipagem sanguínea e o fator Rh; e a glicemia, que vai permitir descartar o diabetes. Outros exames que a mulher deve fazer são: exame de sedimento urinário; reação sorológica para sífilis; reação sorológica para a rubeóla, pois a rubeóla provoca lesões graves no filho; também temos a sorologia para HIV, que deverá ser solicitada com consentimento do casal.

Que exames são importantes para o homem?

Para o homem, temos o espermograma completo, que permite conhecer suas condições de fertilidade; e o hemograma completo. Também temos a tipagem sanguínea para identificar o grupo sanguíneo e o fator Rh - exame muito importante para saber quando o homem tem fator Rh positivo e a esposa tem o fator Rh negativo. O exame de sedimento urinário é importante para verificar a função renal. E, ainda, a glicemia, que permite descartar o diabetes; reação sorológica para sífilis; sorologia para hepatite B e C; e sorologia para HIV. 
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1245 - 10/08/2015 - Preparação da mulher para a gestação

Preparando a “cabeça” para a gravidez

A preparação física e mental do casal antes que a gravidez aconteça é tão importante quanto o próprio período de gestação. É bom que esse preparo se inicie pelo menos três meses antes da gravidez.
Começando pela alimentação, a futura mamãe deve comer alimentos ricos em fibras, sais minerais, vitaminas, proteínas e carboidratos em quantidade adequada, sem exageros. É importante que o casal elimine maus hábitos como o fumo, uso de drogas e álcool, pois a ingestão, o consumo ou a inalação de substâncias tóxicas atrapalha o funcionamento do organismo da mulher e compromete o desenvolvimento saudável da gestação.
Um médico ginecologista deve ser consultado para esta preparação. Será preciso fazer exames de rotina e, se uma doença é detectada, pode ser tratada antes da gravidez ou controlada adequadamente com medicações que possam ser mantidas durante a gestação.
A atividade física deve ser iniciada antes da gravidez e mantida durante este período. Ela mantém o metabolismo ativo e mais acelerado, ajuda no controle do peso e na boa circulação sanguínea. Isso também ajuda no equilíbrio emocional da mulher e do homem. Por isso, é bom que o casal faça caminhadas, corridas, ou outros exercícios que já estejam acostumados a fazer.

O futuro papai deve acompanhar esse processo de forma ativa. Afinal, ele também precisa se preparar emocionalmente para acolher um novo ser na sua vida. Assim como a mulher, ele também tem suas próprias angústias e questionamentos quanto a paternidade, que precisam ser levadas em conta.
Se o companheiro da mulher entender o que se passa com ela e também puder compartilhar suas expectativas e medos, provavelmente será mais fácil para ele participar afetivamente da convivência com o bebê após o nascimento dele.

A vinda de um bebê vai mexer com o estado psicológico dos pais. A mulher vai passar por períodos de mudança de humor por causa dos hormônios e da expectativa de ser mãe. Por isso, esse preparo mental é importante para que a gravidez seja vivenciada com menos ansiedade e mais alegria e prazer.
Todos estes sentimentos, tantos os positivos quanto os negativos, com relação à gravidez são naturais em certa medida. É uma fase delicada que pode representar uma oportunidade única de desenvolvimento emocional e fortalecimento de vínculo afetivo entre o casal. O apoio de pessoas queridas e de profissionais aptos a prestar orientações à gestante e seu cônjuge pode ajudar na compreensão e aceitação deste processo.
Para isso, é necessário que o casal converse bastante entre si e entenda as mudanças que ocorrerão na vida deles, principalmente se vão ser pais pela primeira vez. As prioridades no casamento, que antes eram para o casal somente, vão ser somadas também às necessidades do bebê. É importante que o casal saiba que tudo vai mudar: o sono, a casa, a vida toda em si.

Casais que já têm filhos sabem das adaptações que precisam passar e os cuidados que precisam ter. Mas é necessário trabalhar com o psicológico dos filhos, para que o ciúmes não prejudique o relacionamento entre todos. É importante mostrar aos filhos que eles podem ser muito importantes para o novo irmão ou irmã, além de um ajudante muito especial.
Por mais preparo e cuidados que se possa ter, sempre vai haver uma coisa ou outra que pode fugir das expectativas do casal. O amor que existe entre o casal deve estar acima de todas as dificuldades. É com esse amor que o casal deverá cuidar de seus filhos e prepará-los para a vida com carinho, cumplicidade e amizade. Assim, os filhos vão crescer vendo nos pais o espelho de um lar feliz.

Não há motivo para pânico se duas ou três tentativas para engravidar não derem certo. Alimentação inadequada, estresse exagerado e alterações emocionais podem atrapalhar esse processo. Muitas vezes a solução é mais simples do que se imagina. O melhor é procurar um médico e realizar todos os exames para verificar se está tudo bem e assim tentar a gravidez.       

  
Como a Pastoral da Criança faz

                                                                                         
                

Monica Flugel Hill
Psicóloga


domingo, 31 de maio de 2015

Globo e Pastoral da Criança lançam campanha “Toda gestação dura 1000 dias”

Aplicativo, filme na programação e ações nas mídias sociais chamam a atenção para a importância dos cuidados nos primeiros 1000 dias de vida da criança.
1000 dias
A chegada de um bebê é um momento único e emocionante para uma família, especialmente para a mãe e o pai. E também uma época de muitas dúvidas e descobertas. Depois do nascimento, é com a mãe que o recém-nascido cria os vínculos mais fortes, com uma intensa relação de proteção e carinho. E os primeiros 1000 dias de um bebê são determinantes para sua saúde pelo resto da vida. Em homenagem ao Dia das Mães, celebrado neste dia 10 de maio, a Globo e a Pastoral da Criança lançam a campanha nacional ‘Toda gestação dura 1000 dias’. Este título refere-se ao período que vai do início da gestação até os dois anos de idade e à importância dos cuidados nesta etapa determinante para a saúde pelo resto da vida: 270 dias (9 meses) + 365 dias (1º ano) + 365 dias (2º ano) = 1000 dias.
Nestes mais de 30 anos de experiência em todas as regiões do Brasil, os líderes da Pastoral da Criança compartilham orientações de saúde, educação, nutrição e cidadania com gestantes, crianças e famílias. Esse trabalho voluntário tem o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças, garantindo as condições para a vida plena.
“A Pastoral da Criança tem um trabalho nacionalmente reconhecido e relevante para a saúde de milhares de mães e crianças brasileiras. Ficamos muito satisfeitos em colaborar e colocar à disposição desse esforço nosso poder de comunicação e de mobilização social. Parceiros desde o primeiro Criança Esperança, há 30 anos, mais uma vez somamos forças pela infância no país”, destaca Sérgio Valente, diretor de Comunicação da Globo.

A campanha

Um filme de 30 segundos, desenvolvido pela área de Comunicação da Globo, será veiculado na programação, para apresentar a campanha e convidar o público para conhecer mais detalhes. Com a proteção como mote, o material intercala cenas de amor e carinho entre mãe e filho. A ideia é mostrar que, ainda que seja impossível proteger os filhos de tombos, joelhos ralados ou a dor de um amor não correspondido, a proteção e cuidado que se tem com as crianças nos primeiros dois anos de vida é fundamental para toda a vida.
A campanha contará também com o aplicativo “1000 dias”, com conteúdo desenvolvido pela equipe técnica da Pastoral da Criança. Qualquer mãe com acesso à internet poderá se cadastrar e receber mensagens de acordo com o tempo de gestação ou a idade do bebê após o nascimento, até que a criança complete o segundo ano de vida. Quem baixar o aplicativo terá a oportunidade de acompanhar, semana a semana, o desenvolvimento gestacional e demais informações que fazem a diferença no desenvolvimento da criança.
As fotos que ilustram o aplicativo foram feitas por Bruno Bralfperr, em uma comunidade de São Paulo (SP), com mulheres acompanhadas pela Pastoral da Criança e seus filhos em atividades rotineiras.
Dicas sobre o tema também estarão presentes nas mídias sociais, a partir de vídeos com a participação de atores do elenco da Globo, como Fernanda Machado, Carolina Dieckmann, Murilo Rosa e Malvino Salvador.
“Os conhecimentos científicos estão disponíveis há muitos anos, mas poucos os conhecem. Com a Campanha do Soro Caseiro, aprendemos sobre o grande potencial da comunicação social na mudança de hábitos das famílias. Temos convicção que, com esta campanha sobre os 1000 dias, muitas vidas serão salvas e as crianças terão uma perspectiva de uma velhice saudável, visto que as doenças que mais acometem os idosos têm forte ligação com os cuidados recebidos nestes primeiros 1000 dias de vida”, afirma Dr. Nelson Arns Neumann, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança.

Ciência e ação

Uma das mais relevantes e atuais pesquisas sobre o impacto do baixo peso ao nascer foi desenvolvida pelo médico e pesquisador inglês David Barker. Seus estudos revelaram que pessoas que nascem com baixo peso têm maior risco de desenvolver doenças do coração, colesterol, diabetes, obesidade, pressão alta, problemas no funcionamento dos rins, osteoporose, entre outras doenças. No Brasil, o médico Cesar Victora, da Universidade de Pelotas (RS), é uma das referências no assunto e um parceiro da Pastoral da Criança.
Nos últimos 20 anos, apesar da queda da 
mortalidade infantil, aumentou o número de bebês nascendo com peso baixo (com menos de 2,5 kg) e prematuros. Por isso, o voluntariado da Pastoral da Criança vem intensificando suas ações na conscientização sobre os 1000 dias, orientando mulheres sobre cuidados na gestação, aleitamento materno, alimentação, vacinação e desenvolvimento infantil.




Direitos e cuidados no pré-parto, parto e pós-parto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza algumas atitudes por parte dos profissionais na assistência ao pré-parto, parto e pós-parto. Ressalta também os direitos da mulher para um parto humanizado com base nesses direitos.
pre part parto e pos parto 

Atitudes do profissional de saúde:

- Respeitar a vontade da mulher de ter um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de pré-parto e parto;
- Monitorar o bem-estar físico e emocional, durante todo o processo de atendimento;
- Responder as informações e explicações solicitadas;
- Permitir que a mulher caminhe durante o período de dilatação a adote a posição que deseja no momento de expulsão;
- Orientar e oferecer métodos de alívio da dor durante o trabalho de parto, como massagens, banho morno e outras técnicas de relaxamento;
- Permitir o contato pele a pele entre mãe e criança e o início do aleitamento materno, imediatamente após o nascimento;
- Em relação específica aos serviços: possuir normas de procedimentos e monitorar a evolução do parto pelopartograma, oferecer alojamento conjunto e estimular o aleitamento materno.

Direitos da mulher:

- Estar acompanhada durante o trabalho de pré-parto e parto, por alguém de sua escolha;
- Conhecer a identidade do profissional;
- Ser informada pelos profissionais sobre os procedimentos que serão realizados com ela e com seu filho;
- Receber líquidos e alimentos durante o trabalho de parto, sem excessos;
- Caminhar e fazer movimentos durante o trabalho de parto;
- Receber massagens ou outras técnicas relaxantes;
- Tomar banhos mornos;
- Adotar a posição que desejar na hora da expulsão;
- Receber o recém-nascido na hora de amamentar, imediatamente após o parto;
- Ser chamada pelo nome.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda ainda que procedimentos que já são considerados como danosos ou ineficazes – tricotomia (raspagem dos pelos), episiotomia (corte no períneo), enema (lavagem intestinal feita através de sonda retal), cateterismo venoso, jejum, ruptura precoce de membranas e monitorização eletrônica fetal) não sejam feitos rotineiramente.

Sinais de pré-trabalho de parto:

Algumas semanas antes do parto, o corpo da gestante passa por transformações para se preparar para o parto:
- O bebê se posiciona mais para baixo na barriga da mãe, o que causa pressão na parte de baixo da barriga, às vezes, acompanhada de dor nas costas;A barriga fica dura mais vezes - são as contrações, que antes eram fracas, sem dor, e agora passam ser mais fortes;
- Secreções vaginais em maior quantidade, às vezes, de cor mais rosada, aparecem por causa do rompimento de algumas veias. Isso é causado pela descida do bebê, se posicionando para o nascimento;
- Rutura da bolsa de água: acontece a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à ruptura das membranas que envolvem o bebê. O líquido pode sair aos poucos, lentamente, ou repentinamente e em grande quantidade. Normalmente, o líquido é claro e transparente. Nesta situação, a mãe deve ir ao hospital mais próximo ou à maternidade a que está vinculada desde o pré-natal;
- Nos últimos três meses de gravidez, a gestante deve evitar o trabalho pesado. Quando ela faz trabalho pesado e se cansa muito, o bebê pode até nascer antes do tempo. Mas fazer trabalhos leves e exercícios ajuda no parto.
Foto: © Jamie Grill/Tetra Images/Corbis

quinta-feira, 12 de março de 2015

Educar sem violência é possível

10 mandamentos
10 Mandamentos para a Paz na Família: estímulo ao diálogo familiar
Ser pai e mãe é um aprendizado diário. As crianças crescem e junto vem um monte de perguntas, curiosidade e, também, má criação dos pequenos... Mas, e nestas situações, como fazer com que a criança compreenda que os pais querem o melhor para elas? Como dizer não e saber lidar com momentos de rebeldia das crianças sem violência e fazendo com que os filhos compreendam a importância da palavra dos pais?

“Orientamos para conversar com a criança com firmeza, se for preciso baixar, pegar no ombrinho da criança pra que ela olhe, ouça e preste atenção”, ensina a coordenadora estadual da Pastoral da Criança em Tocantins, Erdiléia Araújo Santana. Assim como acontece no Estado do Tocantins, a Pastoral da Criança incentiva em todas as comunidades que atua que os pais conversem com seus filhos, mostrando que mesmo contrariados, o que os pais falam é para o bem da criança.

Paz na família

O material que as líderes mais utilizam para estimular o diálogo são os “10 mandamentos para a paz na família”. Eles sintetizam os princípios para se ter uma família que dialogue, estimulando uma cultura de paz e não violênciadentro da casa. “Nós fazemos o trabalho nas famílias – mesmo sem ser acompanhadas – de entregar e conversar sobre os 10 mandamentos da paz na família, porque lá tem uma parte que diz que é melhor orientar na conversa do que bater”, explica Erdiléia.
Dra. Zilda
"Em um lar sem brigas, as crianças crescem mais seguras, mais felizes e os adultos e sentem mais apoiados e confiantes no futuro”.
A coordenadora conta ainda que panfletos com os 10 mandamentos é entregue a cada família visitada. A ideia é que isso possa ser compartilhado com outras pessoas, como familiares e vizinhos, “para ir diminuindo esse grande índice de violência contra criança”, relata. Mesmo assim, não é incomum encontrar casos de violência, como surras, com a justificativa de educar, e o castigo. Nas casas onde o alcoolismo está presente, a situação é mais grave. “Pais alcoolizados usam de sua autoridade para bater nas criança. Isso acontece muito, inclusive com as mães”, revela a coordenadora.
Papa Francisco
"A família é um elemento essencial para todo e qualquer progresso humano e social sustentável”.
Segundo Erdiléia, em Tocantins, as famílias têm encontrado outro meio para aprender a se integrar: os encontros de casais promovidos pela Igreja local. No estado são realizados encontros para casais de segunda união e para casais que vivem juntos, por exemplo, onde são abordadas orientações de como lidar com as crianças. “Hoje, muitas pessoas dizem que as crianças não têm mais limites, mas isso parte da falta de limites do adulto”, indica a coordenadora. Para ela, a educação da criança é reflexo do que os pais são: “A criança vai se habituar a tratar o próximo do jeito que tratam ela”. Por isso, a Pastoral da Criança ensina que saber educar, impor autoridade e ser ouvido pelos pequenos nada tem a ver com violência, mas com paz na família.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dengue: a solução começa em casa

mosquito da dengue K raykerPrevenir a dengue é algo que realmente começa em casa e cada um pode, e deve, fazer a sua parte. Os esforços do poder público devem continuar e aumentar, mas não serão suficientes se cada cidadão deixar de tomar certos cuidados diários, aqueles que são capazes de impedir que a dengue se alastre. É é tudo tão simples. Basta boa vontade e consciência comunitária, porque aquilo que uma pessoa faz em sua casa ou não, tem o poder de afetar toda a vizinhança.
Não deixar água parada; retirar das áreas livres recipientes que possam acumular água; cuidar com a coleta do lixo; tampar a caixa d'água... são medidas eficazes e possíveis para impedir o avanço da dengue. Cada um pode ajudar a conscientizar sua vizinhança e comunidade sobre como colaborar nas medidas de prevenção.
Informe-se no seu município como colaborar e procure saber se todas as medidas estão sendo tomadas pelos órgãos competentes para combater a doença.

Sobre a Dengue

Você já reparou que em quase todos os dias há notícia sobre dengue? O que é essa doença? Como se propaga? O que podemos fazer para nos previnir? Essas e outras perguntas são respondidas pela assistente técnica da coordenação nacional da Pastoral da Criança, Thereza Kaiser.

O que é a dengue?

É uma doença viral transmitida por um mosquito, sendo uma das mais importantes que afetam o ser humano. Constitui-se em um sério problema se saúde pública.

Como acontece o contágio da dengue? Quais são os tipos de dengue que existem?

Pela picada do mosquito Aedes Aegypti. O mosquito pica uma pessoa infectada, se contamina e, ao picar uma outra pessoa, está transmitindo a doença. Existem quatro tipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. No Brasil, já existem os quatro tipos de dengue.

O que é a dengue hemorrágica?

É um quadro grave da dengue e se caracteriza por alterações na coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente, se assemelha à dengue clássica, febre alta, dores no corpo, nas articulações. Mas após o terceiro ou quarto dia de evolução, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. A dengue hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas e pode levar à morte.

Quais são os sintomas da dengue?

Febre alta de 39° a 40°: esse é um sinal característico da dengue, que dura de dois a sete dias. Com dor de cabeça, dores no corpo, nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção na pele e coceira. Também pode haver perda de peso, náusea e vômito, sangramento de nariz, gengiva, dor na barriga intensa e contínua. Vômitos persistentes, letargia, sonolência e irritabilidade, hipotensão e tontura podem indicar um sinal de alarme ou de agravamento da doença.

Como se trata a dengue?

Não há tratamento específico. Até o momento, não existe vacina para tratar dengue. A medicação é apenas sintomática. O paciente deve permanecer em repouso e iniciar a hidratação oral. Tomar bastante líquido, seja suco, seja chá, soro caseiro, água de coco. Os medicamentos só podem ser receitados por médico.

sábado, 1 de novembro de 2014

Cólicas no bebê

Cólicas no bebê
Uma das maiores preocupações dos pais de recém-nascidos é a cólica do bebê. A cólica é muito comum, pois os bebês estão se adaptando à nova vida fora do aconchego da barriga da mãe.  A partir da segunda semana de vida, os bebês podem começar a ter crises de choro que podem durar horas. O choro pode estar relacionado com os gases, mas muitas vezes não dá para identificar a causa da cólica. A aflição dos pais quando percebem que o filho está com cólicas é normal. Nessas horas é preciso lembrar de que as cólicas, normalmente, devem ir embora quando o bebê completa três ou quatro meses.

Como identificar o choro do bebê:

• choro intenso e o bebê não se acalma com nada,
• encolher as perninhas, se espremer e esticar,
• soltar gases quando chora.
Ainda não se sabe exatamente o porque das cólicas. Uma das explicações é que o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo e ele tem dificuldade em eliminar os gases. Se a mãe está amamentando no peito, pode alterar sua alimentação para ajudar a prevenir um pouco a cólica. Uma dica é não comer alimentos que produzam cólicas na mãe.  Se o bebê toma leite em pó, ou leite vaca integral, ele pode ter intolerância ou alergia a algum componente do leite. Então, é melhor conversar com o médico antes sobre qual tipo de leite oferecer à criança, caso seja impossível o aleitamento materno.

Como acalmar o bebê com cólica:

Colocar o bebê no colo bem apertadinho, quentinho. Deixar o bebê em um local tranquilo, fazer massagem na barriga do bebê no sentido horário, ou fazer movimentos de bicicleta, movendo as pernas do bebê delicadamente para estimular a que ele solte os gases e consigua evacuar.

Sempre tem que ser lembrado:

• não esquecer, depois de cada mamada, de colocar o bebê para arrotar;
• na hora de amamentar, a cabeça do bebê deve estar levantada, apoiada na dobra do cotovelo da mãe;
• a pega deve estar correta: numa boa pega o bebê deve colocar na boca a parte escura do peito (aréola) e não apenas o bico do seio;
• cuidar para o bebê não engolir ar na hora da mamada.
Se com tudo isso o bebê continuar chorando e você percebe que não consegue ajudar seu bebê, que tal pedir ajuda? Lembre-se que o choro do bebê não é sua culpa e que a cólica vai passar. Se o cloro persistir por vários dias, o melhor é levar o bebê ao serviço de saúde.
http://www.pastoraldacrianca.org.br/pt/outrosassuntos/2845-colicas-no-bebe

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pai: presença e amor na vida dos filhos

Quem não conhece a expressão: "Deus é pai!"? Se Deus é o que de maior conhecemos, e é pai, então, por analogia, podemos concluir quão grande é a figura do pai em nossa vida. O ser pai, historicamente, passou e passa ainda por diversas fases, que se misturam de acordo com a realidade, cultura e contexto. Pai autoritário, pai democrático, pai companheiro, pai ausente, pai presente... mas sempre pai. Reconhecido ou não, desconhecido até, mas o fato é que todos temos um pai. E o papel desse pai vai ganhando, a cada dia, novos desafios, mas a tendência atual é a de que os pais estão participando sempre mais na vida de seus filhos, palpitando, ajudando, acompanhando e interagindo. Isso é fundamental para o desenvolvimento infantil: pais que marcam presença e que assumem com determinação essa verdadeira missão que é ser pai.

Dia dos Pais, além do comércio e sentimentalismo

Comemorar o Dia dos Pais não é só aquecer o comércio com a compra de presentes, nem cair em um sentimentalismo criado pela sociedade de que nesse dia é preciso "abraçar" e festejar os pais. Pode ser isso também, mas deveria ser, sobretudo, uma ocasião propícia para trazer na discussão a seguinte questão: como estamos colaborando, enquando família, comunidade, sociedade, para que os pais possam exercer seu protagonismo e desempenhar com segurança, autonomia e condições favoráveis as tarefas que competem a eles?
Não basta só cobrar ou exigir que o pai seja de acordo com as expectativas dos demais. É preciso também oferecer a esse pai a oportunidade de se preparar, fornecendo informações, apoio, acolhida e espaço para que ele possa se expressar. Com isso, todos ganham, especialmente a família, que se fortalece e proporciona às crianças um ambiente para crescer com mais harmonia e paz.
Saiba mais: como surgiu o Dia dos Pais.
foto terapeuta sonia
 Sonia Mendes - terapeuta familiar

"Vocês, pais, são muito importantes no desenvolvimento e na personalidade dos seus filhos", diz Sonia Mendes.

Que tal aproveitarmos a proximidade da data comemorativa para refletir sobre o que é ser pai e qual é a sua missão? Sobre a importância do pai na família, confira a entrevista com a terapeuta familiar Sonia Mendes.

Sonia, o pai de hoje é muito diferente do pai de antigamente, não é?

Eu acho que sim, inclusive porque o mundo vai sofrendo transformações, as coisas vão acontecendo e as famílias precisam se adaptar. Consequentemente, os pais também vão se adaptando. No passado, o pai era o provedor, era “o cabeça” da família, aquele pai mais austero. Quando ele ia chegar em casa, a família toda tinha que ficar quieta. Hoje não, hoje pede-se um pai mais participativo. Então, eu acho que é consequência dessas mudanças do mundo.

E por que se diz que o pai deve ser muito mais presença do que presente?

O pai, com o presente, não substitui a presença. Muitas vezes, os pais se sentem culpados por não estarem dando atenção, ou porque não participam da educação, não participam do convívio, não sentam na mesa para comer com os filhos, pra conversar. Eles trazem presentes para os filhos ficarem alegres. Mas, na verdade, o que o filho realmente quer, do fundo do coração, é a presença do pai. É o contato, é sentar para uma brincadeira, jogar uma bola, ler um livrinho. Então, o pai com presente não substitui a presença.

Hoje, algumas crianças têm dois pais, e outras vezes um padastro. Como se dá essa convivência?

Primeiro, antes de mais nada, o pai biológico é o pai biológico. Hoje em dia, há muitos casais separados, então, muitas vezes, os filhos convivem com o padastro. O padastro também pode exercer alguma função paterna, o limite, prover algumas coisas. Mas esse contato com o pai biológico deve também ser um contato afetivo e de preferência evitar um conflito. A criança, quando está com o padrasto, vai seguir as regras daquela família. Quando ela está com o pai, ela vai vivenciar de acordo com a casa do pai, no convívio com o pai.
Confira a entrevista na íntegra: Entrevista com Sonia Mendes - Dia dos Pais

http://www.pastoraldacrianca.org.br/pt/tema/3200-pai-presenca-e-amor-na-vida-dos-filhos

sexta-feira, 28 de março de 2014

Fábrica de brinquedos

Carrinho de Garrafa pet
Material: uma garrafa de plástico de 2,5 l e oito garrafas iguais de plástico de 2 l, arame, tampinha.
Como fazer:
1. rodas: recortar o fundo das oito garrafas menores, furar no meio e juntar dois a dois com durex para formar as rodas;
2. fazer quatro furos na garrafa de 2,5 l, sendo dois de cada lado por onde passará o arame para prender as rodas;
3. recortar na parte de cima da garrafa grande para fazer o párabrisa ou colar parte de uma garrafa para fazer a capota;
4. enfiar o arame bem reto na carroceria e depois em cada roda, dobrando no final para ela não se soltar.

Obs: o carro pode ser feito também com garrafas menores como os da foto abaixo.

http://pastoraldacrianca.org.br/pt/fabrica-de-brinquedos?showall=&start=5

terça-feira, 28 de maio de 2013

Campanha incentiva doação de leite materno

Para marcar o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (22), em Brasília, a nova Campanha de Doação de Leite. Durante a cerimônia foram anunciados R$ 11,6 milhões na expansão dos serviços, com a meta de aumentar em 15% o total de leite materno coletado e distribuído no país. Em 2012, houve 179 mil doadoras, que beneficiaram 171 mil recém-nascidos. Foram coletados, no período, 166 mil litros de leite.

A doação de leite materno contribui para a redução da mortalidade neonatal, problema que o Brasil vem enfrentando e superando ao longo dos últimos anos. A taxa de mortalidade infantil foi reduzida de 26,6 óbitos infantis por mil nascimentos em 2000 para 16,2 óbitos por mil nascimentos em 2010
O aumento do investimento na coleta, processamento e distribuição do leite materno e a expansão dos serviços integram a Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde voltado à assistência de mães e bebês. A campanha de incentivo à doação é uma parceria com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e o Programa Iberoamericano de Bancos de Leite Humano.
“O Brasil tem títulos de referência na área da saúde, como o calendário de vacinas, além de ser recordista de transplantes gratuitos no mundo e ter uma das maiores redes de banco de leite humano. Hoje, são mais de 300 bancos e postos de coleta no país e, com estes novos recursos, poderemos assumir o compromisso de reformar e ampliar outras unidades e de garantir apoio e fortalecimento desse trabalho”, ressaltou Padilha. “A campanha reforça a importância do aleitamento materno e da doação. Sabemos que o afeto e o carinho construídos com a amamentação no início da vida são decisivos para a formação do ser humano”.
 País conta com 210 Bancos de Leite
 A campanha já começou a ser divulgada em folders, cartazes e anúncios em revistas, além de ampla divulgação na Fan Page Aleitamento Materno, no perfil do Twitter @minsaude e no canal da Saúde no Youtube. Além disso, haverá mobilização no perfil do Instagram para que usuários sejam incentivados a enviar fotos de doação de leite para simbolizar a iniciativa do Ministério da Saúde.
O Brasil possui a maior e mais complexa rede de Banco de Leite do mundo, que conta hoje com 210 Bancos de Leite e 117 postos de coleta. O modelo brasileiro do Banco de Leite Humano é referência internacional. O Brasil já exporta as técnicas de baixo custo para implantar bancos de leite humano a 23 países na América Latina, Caribe hispânico, Península Ibérica e África.
A linha de atuação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é voltada à assistência de mulheres em processo de amamentação a partir do desenvolvimento de tecnologias moderadas, de baixo custo e com padrão de excelência em qualidade. Apenas em 2012, mais de 2 milhões de mulheres foram assistidas pela rede no Brasil.
Toda mãe que amamenta é uma possível doadora de leite humano. O leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a rigoroso controle de qualidade pelos Bancos de Leite antes de sua distribuição aos lactentes internados nas unidades neonatais impossibilitados de receber o leite da mãe. Para doar, basta entrar em contato com o banco de leite mais próximo da cidade ou ligar no Disque Saúde 136.
Fonte: Ascom/Ministério da Saúde